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Sobre Turquia

O país de dois continentes 

Um país, que fica em dois continentes. Esta é a Turquia, de 780 mil km2, que tem um pé na Europa (Trácia) e outro na Ásia (Anatólia), separados pelo Bósforo, estreito de Istambul ( que liga o menor mar do mundo, o Mármara, ao mar Negro ) e pelo Dardanelos – estreito de Canakkate. Tem como fronteiras a Grécia, Bulgária, Geórgia, Armênia, Irã, Iraque e Síria. É banhada pelo Mar Negro ao Norte, pelo Egeu ao Oeste e pelo Mediterrâneo ao Sul. Tudo aqui respira história, inclusive da Bíblia para os cristãos. Aliás, há roteiros para visitar os lugares santos da Turquia. Istambul não deixa indiferente depois de uma visita indicam os roteiros turísticos. Ela foi durante mito tempo capital de diversos impérios – Otomano, Bizantino e Romano (Constantinopla).

A quase totalidade da população da Turquia (99%) é considerada muçulmana, em sua maioria pertencente ao ramo sumita do Islão. Daí porque Istambul é povoada de mesquitas. São 3 mil para 14 milhões de habitantes. O restante (1%) pertence a outras religiões, principalmente cristãos ortodoxos gregos, apostólicos armênios, ortodoxos siríacos, católicos romanos, protestantes, judeus e outras. Mas é em Istambul que fica a sede da Igreja Ortodoxa, com seu patriarca. E a única Igreja Católica Romana é a Santo Antônio, em frente da qual há uma estátua do Papa João 23, “o amigo da Turquia”.

İSTANBUL

No ponto de cruzemento de dois continentes,İstanbul é uma cidade historica e moderna animada e cosmopolita.seu rico passado deixou uma herença rica em mesquitas,museus,magnificos pálacios,bazares la labirinticos. Densel Tours offerece lhe a possibilidade de descobrir esta  cidade através de uma estadia  em hotéis seleccionados e com preços competitivos.       

Cidade das tulipas

Muita gente quando pensa na Holanda lembra-se das tulipas, como sendo a flor representativa do País com seu famoso parque próximo de Amsterdam conhecido por Keukenhof, aberto apenas nos meses de abril e maio quando ela floresce. Mas Istambul reivindica para si a capital mundial das tulipas, que os turcos trouxeram da Ásia. E pode ser mesmo isso, porque elas estão em quase todas as ruas mesquitas, casas, parques e monumentos históricos e apresentam uma variedade de cores impressionante, que provavelmente não se encontra na Holanda

GRANDE BAZAAR

Uma visita obrigatória do turista em Istambul é ao Grande Bazar, ou Kapaliçarsi, embora muitos recomendem que não se compre lá, porque tudo é mais caro e algumas vezes de qualidade duvidosa. Ele foi restaurado muitas vezes por causa dos terremotos e incêndios. Com as restaurações realizadas depois do terremoto de 1894 e do grande incêndio de 1954, definiu-se seu atual perfil. Ele cobre uma área de 30 hectares, tem cerca de  3,5 mil lojas e 15 mil comerciantes em 80 ruelas no seu interior e 18 entradas. Em uma delas, podem se ver como símbolos uma arma, um livro e uma bandeira. Em outra, se lê a inscrição “Deus ama os comerciantes. Igualmente imponente é o Mercado de Especiarias em Istambul, que tem a vantagem de oferecer degustações incríveis aos turistas visitantes.

ANKARA

Capital da Turquia

A cidade fascinante da Turquia é Istambul com seus 15 milhões de habitantes, 3 mil mesquitas, tulipas por todas as praças e mares por todos os lados. Mas ela não é a capital. A capital é Ancara com 5 milhões de habitantes, integrante da região da Anatólia Oriental. Os romanos chamavam-na Ancyra. Antes de tornar-se capital do país, era famosa pela lã das suas cabras (lã de Angorá, antigo nome da cidade). Hoje é a sede do parlamento turco, dos ministérios e demais instituições governamentais assim como das embaixadas diplomáticas estrangeiras.

Mustafa Kemal, apelidado por seu povo de Ataturk (pai dos turcos), liderou a guerra pela independência. Vitorioso, proclamou a República e promoveu as primeiras eleições do que seria um sistema parlamentarista de governo em 1923. Isso significou o fim do sultolanato, um sistema de domínio absolutista e que deixou como herança palácios e mesquitas. Foi uma mudança radical na política turca. Ataturk fundou a república laica da Turquia, separando completamente a religião do Estado e ainda realizou mudanças radicais para que seu povo evoluísse. Mudou a escrita árabe para o alfabeto greco-romano, para facilitar a alfabetização e o entendimento do Alcorão, que, até então, era mal interpretado. Proibiu o uso da burca e promoveu uma maior valorização das mulheres na sociedade. Os principais investimentos foram na educação e na saúde, criando sistemas públicos comparáveis aos privados. Como prova de que havia libertado seu povo dos impérios vitalícios, Ataturk se privou de ter filhos para evitar que eles fossem eleitos e, com isso, se restabelecesse uma nova dinastia. Quem quiser conhecer mais desta transição deve visitar o monumento a Ataturk, construído por ele, e que contém seus restos mortais. Infelizmente, o presidente atual agora já no sistema presidencialista está promovendo mudanças com a volta de um moderado fundamentalismo.

O Museu das Civilizações  

É na Capital da Turquia, Ancara, que fica um dos museus mais importantes da história antiga, o Museu das Civilizações. Ele possui valiosas e interessantíssimas peças dos mais distintos períodos (paleolítico, neolítico, calcolítico e o começo da idade do bronze) e das civilizações (Assírios, Hititas, Lídios, Phrygians e Urartians) que viveram na região da Anatólia. Um aspecto interessante a observar em pinturas é que os Assírios já usavam um sistema organizado de sociedade, o casal e a família, substituindo o clã. Há joias de 1.900 antes de Cristo, com design muito semelhante ao usado pelas mulheres hoje e que, aliás, foram copiadas por designers atuais, pagando por isso naturalmente ao museu. E uma peça com a primeira escrita, também da mesma época, feita pelos Assírios.

CAPPADOCİA
Terra das chaminés de fada  

Quem chega pela primeira vez à Capadócia fica com sentimento de depressão diante da paisagem oferecida pela região, que apresenta formações geológicas únicas, herança dos milhares de anos de erupções dos hoje adormecidos vulcões. O tipo de rocha derivado da atividade vulcânica, mais macio e, por isso, mais sujeito à erosão, possibilitou o surgimento das chaminés de fada – grandes colunas em forma de cone – e permitiu aos povos escavar habitações nas montanhas, transformar cavernas em igrejas e em hotéis de luxo, construir cidades sob o solo. Ponte entre o Ocidente e o Oriente, a Capadócia sempre conviveu com invasores – hititas, frígios, lídios, persas, macedônios, romanos, bizantinos e otomanos. Os povos locais protegiam-se nesses labirintos de pedra, dotados de dormitórios, cozinha comunitária, poços, igrejas, escolas e estábulos. As primeiras escavações datam do século 8 antes de Cristo. A partir da última invasão, a dos mongóis, no século 14, os gigantescos esconderijos foram sendo abandonados, esquecidos (ainda mais que suas entradas eram camufladas). Só foram redescobertos por arqueólogos a partir dos anos 1960. Mais recentemente, a Capadócia, que quer dizer país dos cavalos bonitos, ficou famosa por servir de cenário para a novela Salve Jorge da Rede Globo.

Visita à aldeia subterrânea  

No caminho de Ancara à Capadócia; uma aldeia subterrânea do 1° século da era cristã, usada como refúgio contra assaltantes árabes. Na caverna havia armazém, cozinha, dormitórios, água potável, chaminés de ventilação, adega de vinho entre outros equipamentos para passar quatro a cinco dias. Alguns corredores são muito estreitos para justamente dificultar a entrada dos assaltantes, que por sua vez também dispunham de meios para matar os aldeões injetando fumaça envenenada

A Capadócia vista de balão

O preço é salgado: 150 euros. O horário é o da madrugada: 5h 30m na recepção do hotel para ver o sol nascer. Mas a atração é imperdível: o sobrevoo das formações vulcânicas da Capadócia (Turquia) em balão. Nosso grupo decolou às 6h 10m desta terça (23), não sem antes fazer um lanche rápido junto ao balão e aterrissou às 7h 37m, ou 27 minutos a mais do que o contratado por dificuldades de aterrissagem,  diante do grande número de balões voando no mesmo horário (mais de 100) e da direção dos ventos. A altura máxima atingida pelo voo foi de 1 mil metros. Viajar à Capadócia e não sobrevoá-la de balão é como ir ao Rio e não andar no bondinho do Pão de Açúcar – embora na Turquia não só o passeio, mas também o preço seja bem mais elevado e com direito a “rasantes” em vales e chaminés de fada. Mas o experiente capitão Érson, que dirigiu o balão, com cinco anos de voo e 1 mil já realizados, pousou tranquilo o cesto, onde estávamos em 21 passageiros,  em cima de um caminhão para facilitar o deslocamento posterior do equipamento. É uma pequena aventura sem risco, mas de muita emoção. Ao final, o capitão ofereceu um espumante turco sem álcool e entregou a todos um certificado do voo, assinado por ele.

As igrejas da Capadócia  

A Capadócia, na Turquia, teve uma importância grande para o refúgio dos cristãos nos primeiros séculos do cristianismo, perseguidos primeiro pelos judeus e depois pelos romanos. Um vestígio disso pode se ver hoje nas famosas igrejas encrustadas na rocha de formação vulcânica. Na verdade, são capelas de um mosteiro, aberto sob a direção de São Basílio. As mais importantes são a Igreja Escura, a Igreja da Fivela, a Igreja da Sandália, a Igreja da Maçã, a Igreja da Serpente, a Capela de Santa Catarina e a Igreja de Santa Bárbara. Obviamente, elas não funcionam como igrejas, mas mantêm as aberturas na rocha e estão cheias de pinturas religiosas muito bem conservadas.

A CASA DE VİRGEM MARİA

Três papas visitaram recentemente o que é considerada a Casa da Virgem Maria em Éfeso, na Turquia: Paulo VI em 1967, João Paulo II em 1969 e Bento 16 em 2006. Ela fica no alto de uma montanha, a 425 metros do nível do mar e da cidade, onde os ricos tinham casa de veraneio, porque no verão faz até 50C° em Éfeso. Não há nenhuma informação escrita, que comprove ter a  Virgem Maria morado lá, depois da crucificação de seu filho Jesus Cristo, mas a tradição oral indica que sim. Ela foi recomendada por Jesus a João Evangelista, antes de morrer, dizendo “Mulher, olha para teu filho”. E a São João “Homem olha para tua mãe”. Como depois da morte de Cristo os cristãos foram perseguidos em Israel, João Evangelista teria levado Maria para Éfeso. Ele viveu entre os pobres da cidade, pregando o evangelho, ela na montanha, até que aconteceu sua assunção ao céu, celebrado dia 15 de agosto. O nosso grupo de turistas visitou nesta quinta (25) a igreja construída sobre o terreno onde ficava a casa da Virgem. É muito gratificante. O ambiente respira uma paz, que faz a gente sentir-se bem.

Teatro para 25 mil pessoas  

Ainda em Éfeso, que fica ao Sul da Turquia, perto do porto de Izmir, há ruínas bastante bem conservadas de uma antiga cidade, refundada pelos romanos – que eram bons na construção – no começo do século 2 depois de Cristo. Era uma cidade enorme, com avenidas largas, onde funcionava a terceira maior biblioteca do mundo da época com 12 mil papiros, guardados em parede dupla. A maior era de Pérgamo. Ainda bastante conservado na mesma cidade foi construído um teatro com capacidade para 25 mil pessoas, das quais 24 mil sentadas. O apóstolo Paulo inclusive esteve nele, pregando o evangelho, o que gerou uma grande revolta entre os pagãos, liderados por um joalheiro que só não o mataram porque foi salvo por sacerdotes que o mantiveram preso em um castelo por alguns dias.

PAMUKKALE

Famoso Castelo de Algodão  

Também no sul da Turquia, vale a pena conhecer o Castelo de Algodão, que não tem nada de algodão, a não ser a brancura de um manto parecido com ele. Daí o nome da cidade onde se localiza: Pamukkale. Trata-se de uma obra da natureza, constituída por várias nascentes de águas quentes e calcárias, que, com seus sedimentos, formaram piscinas. Além de apreciar a bela paisagem, vale banhar os pés na água quente trazida por um canal, ou mesmo nas pequenas e rasas piscinas. No mesmo planalto, a alguns metros das termas, situam-se as ruínas da necrópole de Hierápolis, famosa pela riqueza artística dos túmulos e sarcófagos. Ela nasceu de um fato curioso, contado pelo guia. O imperador Pérgamo morava em cidade que distava 15 kms das termas. Para evitar  de ter que fazer todos os dias este trajeto, ele decidiu construir uma cidade no local, a qual deu o nome de sua namorada.

MEVLANA &DANÇA DOS DERVİSHES RODOPİANTES

Uma das atrações turísticas na Turquia é a cerimônia da dança circular dos derviches, chamada Sema, que simboliza uma viagem espiritual e que pode ser vista em Istambul. Trata-se de manifestação dos seguidores de Jalaluddin Rumi fundador da Ordem de Mevlevi Sufi e líder da Irmandade Mística Islâmica. Rumi nasceu em 1207, na cidade de Wakhsh – hoje Afeganistão. Fugindo da invasão e destruição dos Mongóis, ele e sua família viajaram pelas terras do Islã, realizaram a peregrinação a Meca e ao final se estabeleceram em Konya, na Anatólia, Turquia. Quando seu pai morreu, Rumi o sucedeu como professor de ciências religiosas. O filósofo é conhecido como aquele que doou seu coração ao criador e ensinou a seus seguidores a falar sempre de como amar toda a criação: “Escolha o amor como o caminho da sua vida, para que o amor também o escolha.” “Decidir dar seu coração completamente a Deus é o caminho mais curto para encontrá-lo.” “Ouvir a sua voz divina é buscar a beleza, a verdade, a bondade e a luz.” Rumi ensina que tudo está dentro do ser humano e todo universo está no seu controle quando se está em harmonia com Deus. Por isso, os sufis ou sufistas procuram uma relação direta com Deus através de cânticos, música e danças. Nosso roteiro turístico incluiu uma visita em Konya ao Museu do Mevlana, islâmico fundador da Ordem Mevlevi.

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